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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Burocracia e Má-vontade: legados do Serviço Público

De semelhante somente a razão social: Universidade. As diferenças entre UFG (Brasil) e ULG (Bélgica) são gritantes, a começar pela infra-estrutura de ambas e pelo espírito de serviço dos responsáveis em zelar pelo nome da instituição (refiro-me a corpo técnico e docente).

Muito mais que ter estantes abarrotadas de livros em bibliotecas é preciso se modernizar. Para isso, é fundamental que uma Universidade tenha hospedado em seu servidor arquivos digitalizados de obras, sejam elas teóricas ou literárias, com livre acesso aos interessados em aprimorar o conhecimento através da pesquisa e da leitura. As chamadas bibliotecas virtuais é uma realidade para poucas instituições de ensino. Muitas, além de não optarem pelo desenvolvimento de tal ferramenta, nem possuem sinal aberto wi-fi no espaço da Universidade. E na existência do sinal o acesso é restrito a determinados grupos.

Episódio I
- Poderia me fornecer o login de acesso da rede wi-fi deste espaço da Universidade?
- Você é aluno bolsita?
- Aluno, sim. Bolsista, não! Algum problema?
- Sinto muito, mas a rede é liberada somente para professores e alunos bolsistas! (episódio ocorrido semana passada em uma unidade de Ensino e "pesquisa" da UFG)

Como lidar com a falta de boa vontade do próximo?! Principalmente, quando o "próximo" trata-se de um servidor público?! Uma das coisas que me chamava a atenção no período de estudos na Universidade de Liège era a prestatividade do pessoal técnico. Lá, o lema da instituição parecia ser: A votre disposition! A pró-atividade dos funcionários e o desejo de resolver a solicitação requerida de uma forma quase instantânea era impressionante. O atendimento presencial era sempre o mais importante a ponto da pessoa parar o que estava fazendo para ouvir e, em seguida, executar. O famoso "volte amanhã" não era regra là-bas. Era uma exceção!

Episódio II
- Bonjour Madame! Est-ce que vous avez déjà envoyé mon Réleve de Notes au Brésil?
- Oui, je l'ai envoyé le 14 septembre! Vérifiez avec votre Coordenatrice si elle a bien reçu ton bulletin!
- Ok. Bien à vous! (breve trecho do e-mail encaminhado na última semana para a Coordenação de Jornalismo da Universidade de Liège)
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Episódio II - Parte II
- Retornei em agosto e o meu processo de aproveitamento das disciplinas cursadas no exterior ainda está parado. Poderia me informar o motivo?
- Não recebemos o seu boletim!
- Sério? Mas a informação que tenho é a de que ele foi enviado há quase 1 mês?! Poderia verificar novamente o meu processo?
-Ah, sim, aqui está o boletim! Mas só poderei dar andamento no processo semana que vem.
(O semestre passa e a Universidade continua se inspirando nos prazos estabelecidos pelas companhias telefônicas: 5 dias úteis, senhor!)
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É preciso saber trabalhar com a burocracia e não fazer dela o principal foco de trabalho. Em 2006, terminei o curso de Licenciatura em Letras e em dezembro do mesmo ano solicitei a expedição do diploma. O documento só ficou pronto em junho de 2008. Foram apenas 1 ano e 6 meses de espera.
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Ainda em Liège tive que defender "minha" Universidade ao ser indagado porque as respostas vindas da UFG demoravam tanto para chegar na Bélgica. Sem argumentos, após ser questionado pela segunda vez sobre o assunto, vi-me obrigado a sorrir e reponder em tom de brincadeira: talvez, seja devido a distância entre os dois países...
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O que mais me inquieta não é saber que todas as vezes que solicitar algo por aqui terei que aguardar, no mínimo, uma semana, mas saber que, em se tratando de serviço público, independente de qual seja o órgão a demora será garantida!

P.S.: Texto escrito em tom de desabafo!

Atenção! A ferramenta "Google Translator" não garante uma tradução correta do texto, de acordo com as normas gramaticais de sua língua. Obrigado pela visita!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Paris... Ah, Paris!!!

Em frente ao Museu do Louvre / Paris

Em um ano de vivência (estudo e turismo) na Europa, conheci 14 países e quase uma centena de cidades. Cada viagem me reservou momentos fantásticos e experiências incríveis. Tenho, realmente, muitas estórias para contar e milhares de fotos para revelar. A minha última aventura não poderia ter tido destinação melhor: Paris. A cidade das luzes me acolheu de 10 a 13 de agosto e pude encerrar lá, na cidade mais bela do mundo, o meu ciclo de viagens. Somente em Paris, me dei conta de que começava a dizer Au Revoir para o meu período de séjour na Europa.
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Paris é uma cidade única que encanta os turistas mesmo não conseguindo esconder problemas comuns aos grandes centros urbanos, como a pobreza de imigrantes e as drogas. As luzes da cidade são capazes de ofuscar tais problemas e dar aos turistas a impressão de que a cidade é mágica. E, de fato, ela é. Sua magia vai além dos grandes jardins e monumentos. Vai além das belas praças e pequenos vilarejos anexados ao território da grande capital. A magia da cidade está na língua falada pelos franceses. O francês é mágico. Qualquer outra língua pode ser confundida, exceto o francês. O som, a entonação, as expressões são únicas assim como a França, como Paris.
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Não há, acredito, quem visite Paris e fale mal. Fechei o meu último passeio pela Europa com chave de ouro. Subir as escadas da Torre Eiffel, andar pelas pequenas ruas de Montmartre, visitar os jardim de Tuileries e o Palácio de Versailles, andar à toa pela avenida Champs-Élysées e às margens do Rio Sena, visitar o museu do Louvre e tantos outros espalhados pela cidade, respirar o ar parisiense e adentrar ou, ao menos, contemplar as igrejas de Notre-Dame e do Sacre Coeur são programas que devem ser levados à risca ao visitar a mais bela e encantadora cidade do mundo. A beleza inerente de Paris é, sem dúvida, um convite ao retorno.
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Bastidores - A viagem a Paris me rendeu, pela primera vez, algumas vantagens. Na visita a museus e ao Château de Versailles, estudantes europeus, que tenham nacionalidade européia, não pagam o bilhete de entrada. Com a minha Carteira de Identidade Belga em mãos, pude adentrar os lugares sem dispender um só centavo de Euros. A sensação de me sentir europeu foi ótima! (risos)
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Dicas - Os metrôs de Paris são eficientes, mas é preciso tomar cuidado com batedores de carteiras. Não existe a venda de bilhetes diários, como em Londres. As passagens custam em torno de € 1,50;
- Para ir ao Château de Versailles, desembarque na Estação Montparnasse e lá pegue um outro até a Estação de Versailles-Rive Gauche. O valor do bilhete é de € 2,90;
- No primeiro domingo do mês, a entrada é gratuita na maioria dos museus de Paris. Para evitar filas na compra do bilhete do museu do Louvre, dirija-se à parte do museu onde estão os acervos culturais e históricos da América Latina. A bilheteria localizada nesta área do museu está sempre vazia. (atravesse a Avenida que corta a entrada princial do louvre – pirâmides – e siga à esquerda);

Viagem: 10/08/2009 a 13/08/2009
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sábado, 26 de setembro de 2009

Toujours là!

Salut, Brésil!

Caríssimos visitantes, este blog, apesar da inconstância das atualizações, continua tendo alguém responsável por ele. Retornar ao país de origem é um processo semelhante ao de repatriação. A correria é inevitável. Além de estar lidando com problemas de ordem cidadã (prefiro assim classificá-los), estou passando por um momento crucial vivenciado por todo universitário: completamente direcionado (durante os dias) e debruçado (durante a noite) à redação do trabalho monográfico, cujo tema será voltado às aréas do jornalismo e da literatura... Na medida do possível, tentarei retomar as postagens semanais do blog. Afinal, escrever aqui é quase um exercício mental. É prazeroso!
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Delícia de Sabor!

Souris de labo - © George Steinmetz/Corbis
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Esteja na Itália ou não, uma pizzaria sempre estará à vista. O prato tipicamente italiano se rendeu aos cardápios do mundo inteiro. A quantidade de sabores é proporcional ao número de redes e lojas que comercializam o "produto". Uma das maiores redes do mundo, a Pizza Hut, foi alvo de um escândalo no último mês de maio, mas somente agora o acontecimento chegou a conhecimento público.
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Mesmo tendo retornado ao Brasil, continuo acompanhando as notícias do Jornal mais importante de língua francesa na Bélgica, o Le Soir. Ao ler algumas notícias on-line da edição do periódico desta terça-feira, perdi, em pleno horário de almoço, a fome que já começava a me incomodar. Intitulada "Pizza à la souris morte", a notícia informava o fechamento de uma loja da rede de Pizzaria Hut, localizada em Paris, depois que uma pizza foi servida a um consumidor com um ingrediente nada desejável.

Qual a relação entre ratos e pizza? Nenhuma! Mas para uma loja da Pizza Hut da capital francesa um rato tornou-se o principal ingrediente de um pedido feito por um esfomeado consumidor. Ao começar a se servir, o ex-apreciador de Pizzas, verificou que havia um rato morto sobre o recheio. Será que a pizza era de queijo?! Imagino que o rato tenha retomado vida após os gritos de pânico de quem presenciou a cena.

Uma notícia como esta pode ser encarada com ceticismo pelos admiradores do Primeiro Mundo, mas não por quem conhece os bastidores de uma Europa que possui problemas tão semelhantes àqueles que podem ser, também, encontrados por aqui. As preocupações relacionadas, por exemplo, às más condições de higiene em bares e restaurantes é uma constante vivenciada por quem conhece a fundo o Velho Continente. É necessário viver um pouco da realidade européia para constatar que, às vezes, nem tudo aquilo que "reluz é ouro".

Notícia publicada pelo Jornal Le Soir, da Bélgica:
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Pizza à la souris morte : un Pizza Hut fermé à Paris

Un magasin parisien de la chaîne internationale Pizza Hut, dont un client avait trouvé une souris morte sur sa pizza en mai dernier, a été fermé lundi par les autorités pour des problèmes d’hygiène persistants, a-t-on appris mardi de sources concordantes. Un inspecteur des services vétérinaires s’est rendu vendredi de façon impromptue dans le restaurant et a constaté « la très forte présence de souris », d’après le délégué, qui évoque encore une grande tension entre les salariés et les managers. (Le Soir - Le 01\o9\09)
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