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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Paris... Ah, Paris!!!

Em frente ao Museu do Louvre / Paris

Em um ano de vivência (estudo e turismo) na Europa, conheci 14 países e quase uma centena de cidades. Cada viagem me reservou momentos fantásticos e experiências incríveis. Tenho, realmente, muitas estórias para contar e milhares de fotos para revelar. A minha última aventura não poderia ter tido destinação melhor: Paris. A cidade das luzes me acolheu de 10 a 13 de agosto e pude encerrar lá, na cidade mais bela do mundo, o meu ciclo de viagens. Somente em Paris, me dei conta de que começava a dizer Au Revoir para o meu período de séjour na Europa.
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Paris é uma cidade única que encanta os turistas mesmo não conseguindo esconder problemas comuns aos grandes centros urbanos, como a pobreza de imigrantes e as drogas. As luzes da cidade são capazes de ofuscar tais problemas e dar aos turistas a impressão de que a cidade é mágica. E, de fato, ela é. Sua magia vai além dos grandes jardins e monumentos. Vai além das belas praças e pequenos vilarejos anexados ao território da grande capital. A magia da cidade está na língua falada pelos franceses. O francês é mágico. Qualquer outra língua pode ser confundida, exceto o francês. O som, a entonação, as expressões são únicas assim como a França, como Paris.
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Não há, acredito, quem visite Paris e fale mal. Fechei o meu último passeio pela Europa com chave de ouro. Subir as escadas da Torre Eiffel, andar pelas pequenas ruas de Montmartre, visitar os jardim de Tuileries e o Palácio de Versailles, andar à toa pela avenida Champs-Élysées e às margens do Rio Sena, visitar o museu do Louvre e tantos outros espalhados pela cidade, respirar o ar parisiense e adentrar ou, ao menos, contemplar as igrejas de Notre-Dame e do Sacre Coeur são programas que devem ser levados à risca ao visitar a mais bela e encantadora cidade do mundo. A beleza inerente de Paris é, sem dúvida, um convite ao retorno.
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Bastidores - A viagem a Paris me rendeu, pela primera vez, algumas vantagens. Na visita a museus e ao Château de Versailles, estudantes europeus, que tenham nacionalidade européia, não pagam o bilhete de entrada. Com a minha Carteira de Identidade Belga em mãos, pude adentrar os lugares sem dispender um só centavo de Euros. A sensação de me sentir europeu foi ótima! (risos)
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Dicas - Os metrôs de Paris são eficientes, mas é preciso tomar cuidado com batedores de carteiras. Não existe a venda de bilhetes diários, como em Londres. As passagens custam em torno de € 1,50;
- Para ir ao Château de Versailles, desembarque na Estação Montparnasse e lá pegue um outro até a Estação de Versailles-Rive Gauche. O valor do bilhete é de € 2,90;
- No primeiro domingo do mês, a entrada é gratuita na maioria dos museus de Paris. Para evitar filas na compra do bilhete do museu do Louvre, dirija-se à parte do museu onde estão os acervos culturais e históricos da América Latina. A bilheteria localizada nesta área do museu está sempre vazia. (atravesse a Avenida que corta a entrada princial do louvre – pirâmides – e siga à esquerda);

Viagem: 10/08/2009 a 13/08/2009
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sábado, 26 de setembro de 2009

Toujours là!

Salut, Brésil!

Caríssimos visitantes, este blog, apesar da inconstância das atualizações, continua tendo alguém responsável por ele. Retornar ao país de origem é um processo semelhante ao de repatriação. A correria é inevitável. Além de estar lidando com problemas de ordem cidadã (prefiro assim classificá-los), estou passando por um momento crucial vivenciado por todo universitário: completamente direcionado (durante os dias) e debruçado (durante a noite) à redação do trabalho monográfico, cujo tema será voltado às aréas do jornalismo e da literatura... Na medida do possível, tentarei retomar as postagens semanais do blog. Afinal, escrever aqui é quase um exercício mental. É prazeroso!
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Delícia de Sabor!

Souris de labo - © George Steinmetz/Corbis
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Esteja na Itália ou não, uma pizzaria sempre estará à vista. O prato tipicamente italiano se rendeu aos cardápios do mundo inteiro. A quantidade de sabores é proporcional ao número de redes e lojas que comercializam o "produto". Uma das maiores redes do mundo, a Pizza Hut, foi alvo de um escândalo no último mês de maio, mas somente agora o acontecimento chegou a conhecimento público.
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Mesmo tendo retornado ao Brasil, continuo acompanhando as notícias do Jornal mais importante de língua francesa na Bélgica, o Le Soir. Ao ler algumas notícias on-line da edição do periódico desta terça-feira, perdi, em pleno horário de almoço, a fome que já começava a me incomodar. Intitulada "Pizza à la souris morte", a notícia informava o fechamento de uma loja da rede de Pizzaria Hut, localizada em Paris, depois que uma pizza foi servida a um consumidor com um ingrediente nada desejável.

Qual a relação entre ratos e pizza? Nenhuma! Mas para uma loja da Pizza Hut da capital francesa um rato tornou-se o principal ingrediente de um pedido feito por um esfomeado consumidor. Ao começar a se servir, o ex-apreciador de Pizzas, verificou que havia um rato morto sobre o recheio. Será que a pizza era de queijo?! Imagino que o rato tenha retomado vida após os gritos de pânico de quem presenciou a cena.

Uma notícia como esta pode ser encarada com ceticismo pelos admiradores do Primeiro Mundo, mas não por quem conhece os bastidores de uma Europa que possui problemas tão semelhantes àqueles que podem ser, também, encontrados por aqui. As preocupações relacionadas, por exemplo, às más condições de higiene em bares e restaurantes é uma constante vivenciada por quem conhece a fundo o Velho Continente. É necessário viver um pouco da realidade européia para constatar que, às vezes, nem tudo aquilo que "reluz é ouro".

Notícia publicada pelo Jornal Le Soir, da Bélgica:
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Pizza à la souris morte : un Pizza Hut fermé à Paris

Un magasin parisien de la chaîne internationale Pizza Hut, dont un client avait trouvé une souris morte sur sa pizza en mai dernier, a été fermé lundi par les autorités pour des problèmes d’hygiène persistants, a-t-on appris mardi de sources concordantes. Un inspecteur des services vétérinaires s’est rendu vendredi de façon impromptue dans le restaurant et a constaté « la très forte présence de souris », d’après le délégué, qui évoque encore une grande tension entre les salariés et les managers. (Le Soir - Le 01\o9\09)
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sábado, 29 de agosto de 2009

O Retorno

Eu e minhas pupilas - Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia (16/08/09)

"Eu ainda me sinto um estrangeiro na Pátria!"

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Fuso Horário - Alguns dias já se passaram, desde o meu retorno, e, aos poucos, estou retomando algumas atividades e dando início a outras. Por enquanto, não me adaptei ao confuso fuso horário e, às vezes, me pego cochilando às 8 da noite. Ir dormir cedo tem uma vantagem: não preciso mais programar o despertador. Às 7 da manhã, já estou de pé. Às vezes, até antes. Me vejo ainda preso à rotina na Bélgica. A prova é que ainda não ajustei os horários do meu celular e computador. Ontem, uma pessoa me perguntou quantas horas, e eu disse: "11 da noite, senhor!" Não percebi que havia fornecido o horário da Bélgica e nem ele, de imediato, se atentou ao que ouvira. Segundos depois, após olhar para o céu e ver o dia ainda claro, o senhor voltou a falar comigo e retrucou: - "11 da noite?" Tive que rapidamente subtrair mentalmente 5 horas do horário que havia dito e retificar a informação gratuita que acabara de passar;

Padaria - Pão de queijo, biscoito de queijo, broa, rocambole? Sim, tudo isso é muito gostoso. No entanto, depois de ter experimentado as delícias vendidas nas 'viennoiseries' belgas durante um ano, tenho tido dificuldade para me readaptar aos gostos do café da manhã goiano. Pães ao chocolate, Croissants e Gauffres, delícias que compõem às mesas durante o petit déjeuner na Bélgica, fazem muita falta ao meu estômago e paladar;

Televisão - 12 meses sem assistir TV. Ou melhor, 12 meses e duas semanas. Felizmente, não tenho me rendido às 'tentações' de sentar-me em frente a TV e deixar ser hipnotizado pelas atrações do Meio de Comunicação Frio*, representado pela Televisão. A internet tem sido o meu principal meio de informação. É impressionante como nada mudou na TV brasileira! Apresentadores de telejornais continuam os mesmos, a grade de programação continua a mesma, até o BG do programa do Luciano Huck continua o MESMO... Prefiro o morno (internet) ao frio (TV);

Trânsito - Quando criança, queria ser motorista de ônibus. Talvez isso explique o motivo pelo qual brinquei de carrinho até os 12 anos de idade. Os anos se passaram, cresci, os ônibus de brinquedo viraram carcaças, mas a fascinação pelos modelos e marcas continuam me fascinando na mesma medida que admiro os aviões. A vontade de tornar-me motorista, felizmente, não faz mais parte dos meus objetivos profissionais, mas conservo a paixão por dirigir. Depois de um ano sem saber o que é trocar marcha e pisar o pé no acelarador, retornei às pistas de Goiânia e, praticamente, tenho passado a semana inteira no volante. Não é atoa que meu nome é Ailton, uma adaptação ao nome do saudoso campeão das pistas de corrida, Ayrton Senna... E, assim, aos poucos vou me rendendo à nova rotina e me readaptando às coisas antes adaptadas.

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"Que o tempo passe rápido para que o futuro chegue depressa!"

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Na próxima postagem, os detalhes de PARIS!
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