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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Imigração Ilegal em Pauta


A sucessão de tragédias no Mediterrâneo envolvendo o naufrágio de embarcações clandestinas lotadas de imigrantes oriundos sobretudo da África acendeu o alerta vermelho das autoridades europeias que convocaram para amanhã, em Bruxelas, uma Cúpula extraordinária para discutir a questão da imigração

Ailton Sobrinho
A imigração é a principal pauta das discussões da reunião que acontece nesta quinta-feira (23), em Bruxelas, com os dirigentes dos 28 países-membros da União Europeia. O objetivo é encontrar soluções imediatas e concretas para evitar que dramas, como o ocorrido no último domingo (19) e que vêm se repetindo nos últimos anos, voltem a acontecer. O foco principal das autoridades é o de combate às redes de tráfico humano que se aproveitam da vulnerabilidade dos imigrantes – que fugindo de situações de guerra e fome em seus países de origem –  acabam sendo explorados e obrigados a embarcarem em viagens arriscadas para a Europa sem nenhum tipo de segurança.
 
Segundo dados da Organização Internacional para as Migrações, OIM, desde 2013, quando o governo italiano lançou a operação Mare Nostrum  – que foi posteriormente substituída pela operação Triton, uma operação de vigilância das fronteiras com um orçamento e atuação mais modestas –,  mais de 190 mil imigrantes se aventuraram em travessias perigosas pelo mar Mediterrâneo e desembarcaram na Itália. O mesmo relatório aponta um outro dado bastante trágico que é o número de pessoas que morreram tentando ganhar a costa italiana: mais de 4 mil e 700 mortos nos últimos dois anos, sendo 1,5 mil só em 2015. Diante desses números alarmantes e pressionados por setores que defendem os direitos humanos, como a Anistia Internacional, os dirigentes europeus não tiveram outra escolha senão agir politicamente e a reunião desta quinta-feira é um sinal desta ação.

Imigração ilegal e demandas de asilo

Na tentativa de combater o que parece ser incombatível – ou pelo menos fora de controle –, visto que a imigração ilegal registrou um crescimento recorde de 180% em 2014, de acordo com o último relatório sobre imigração divulgado pela agência europeia de vigilância Frontex, a Europa deve tentar rever a sua política de imigração e de asilo. No contexto atual de crise econômica,  o governo europeu tem adotado medidas mais severas a fim de evitar ou dificultar a entrada de imigrantes ilegais no continente. A criação do SIS, sistema de informação Schengen, e do VIS, sistema de informação sobre os vistos, são exemplos dessa política de controle migratório. Os dois sistemas, que disponibilizam informações sobre os imigrantes que já tiveram o acesso negado ao território e reagrupa dados pessoais dos requerentes de asilo por meio de um visto biométrico, alimentam uma base de dados utilizada pelas autoridades de imigração. Além desses sistemas, houve a criação do Eurosur, sistema europeu de patrulha das fronteiras, em atividade desde o final de 2013, e da agência europeia de gestão operacional das fronteiras, Frontex

O crescimento do número de entradas ilegais no continente, apesar do reforço no controle das fronteiras, teve um impacto direto no aumento do número de pedidos de asilo. Em 2014, os países da União receberam 625 mil pedidos, um crescimento de 44%, frente aos 434 mil pedidos de asilo registrados em 2013. Segundo a Eurostat, organismo de estatística da União europeia, a Síria é o principal país de origem dos requerentes de asilo, consequência direta da guerra civil no país. Já, na Europa, os países que mais receberam pedidos de asilo foram a Alemanha (mais de duzentos mil pedidos em 2014), a Suécia, a Itália e a França. Diante dessa demanda, os países da União devem debater, também, a reforma da política de asilo e tentar chegar a um consenso sobre a sua gestão e aplicação. O objetivo é desafogar países como Itália e Grécia, que acolhem o maior número de imigrantes ilegais, e repartir o ônus e as responsabilidades de acolhida dos imigrantes com os demais países-membros. Estimativas da Frontex apontam que, no momento, há quase um milhão de pessoas na Líbia esperando uma oportunidade para embarcarem em direção à Europa. Face a essa realidade, o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, antecipou que não será fácil combater as raízes dos problemas ligados à imigração. 

Política externa

As discussões do Conselho que acontece amanhã não devem se restringir à política interna de imigração e de asilo na Europa. Os dirigentes europeus devem debater a política externa, pois o aumento do fluxo migratório no espaço Schengen é decorrente das instabilidades políticas e econômicas de países terceiros. Atualmente, a maior parte das imigrações ilegais acontece por via marítima, devido o aumento do controle das fronteiras nas vias terrestres, e a principal rota migratória marítima se encontra no mar Mediterrâneo, entre as costas da Líbia e da Itália.

 A posição geográfica favorável da Líbia, o caos instaurado no país desde a queda de Muamar Kadafi, que facilita o ingresso de milhares de imigrantes oriundos na maior parte da África Subsariana, da Eritreia, da Somália e da Síria, e a presença de redes de tráfico humano que estariam agindo na região fazem da Líbia o principal centro das atenções dos dirigentes europeus. Por enquanto, uma nova intervenção militar no país está descartada. A intenção da Europa é apoiar as Nações Unidas no processo de formação de um governo de unidade nacional na Líbia e, com isso, frear a cadeia migratória e evitar novas tragédias como a ocorrida no último domingo, que vitimou aproximadamente 800 pessoas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

5 anos de SAUDADE

A meu Pai doente
Manuel Bandeira

Para onde fores, Pai, para onde fores,

Irei também, trilhando as mesmas ruas.

Tu, para amenizar as dores tuas. Eu, para amenizar as minhas dores!

Que cousa triste! O campo tão sem flores,

E eu tão sem crença e as árvores tão nuas

E tu, gemendo, e o horror de nossas duas

Mágoas crescendo e se fazendo horrores!

Magoaram-te, meu Pai?!

Que mão sombria,

Indiferente aos mil tormentos teus

De assim magoar-te sem pesar havia?!

— Seria a mão de Deus?!

Mas Deus enfim, é bom, é justo, e sendo justo, Deus,

Deus não havia de magoar-te assim!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bienvenu à Nouveau!

Felizmente, o tempo passou e chegou a hora de retornar ao Velho Continente. Sinto-me, desde o meu retorno ao Brasil, numa espécie de vício em relação à Europa. O sentimento de depressão pós-europa nunca foi sanado (mesmo transcorridos 11 meses). Era urgente a necessidade de retornar e, para fazê-lo, foi imprescindível economizar. Afinal, a Europa não é logo ali, pois 10 mil kilômetros separam o Brasil deste continente formidável.

Continente que reúne em uma aéra geográfica pequena (se comparada à América do Sul) grande diversidade cultural. É justamente isso o que me encanta. Na Europa, as fronteiras entre os países já não mais existem. Que os estudiosos da área me perdoem, mas se tratam de fronteiras imaginárias. Tenho a impressão de que a ‘globalização’ surgiu por aqui antes mesmo da criação do termo. Mas me refiro a uma globalização “às avessas”. Apesar das fronteiras imaginárias e da facilidade de percorrer de um país a outro, as culturas permancem todas (sem exceção) inabaladas (exceto nos países do leste, no qual o comunismo perdeu a batalha para a força capitalista, alterando drasticamente o modo de vida da população). O idioma, apesar das interferências que sofre em decorrência dos canais de mídia e da imigração massiva existente, é, também, outra marca identitária dos países europeus.

Ainda que um país corresponda, por exemplo, a um Estado Brasileiro, os idiomas aqui falados não sofrem ameaças. Jamais um belga pronunciará palavras com sotaque espanhol e muito menos um português se expressará como um italiano. Com os franceses então... Aliás, os franceses são conhecidos mundialmente como chauvinistas, ou seja, acreditam que sua cultura é superior as outras. Ouse, por exemplo, falar inglês em território francês. Com certeza, seu interlocutor não será muito receptivo e você corre sério risco de não obter a informação desejada. Isso não quer dizer que os franceses sejam pessoas mal-humoradas ou pouco receptivas. Não! Eles velam somente por sua cultura. O chauvinismo francês que poderia colocar em xeque o turismo no país não reduz em nada o seu potencial (Paris, a capital francesa, por exemplo, é a cidade que mais recebe turistas no mundo, segundo sondagens). Para não fugir à regra, escrevo esse texto diretamente da França. País que não chega a ser uma ‘sintese da Europa’ - por possuir uma cultura ímpar e extremamente conservada -, mas que consegue encantar qualquer estrangeiro pelo simples fato de ser A FRANÇA.

Costa Azul – Estou pelo segundo ano consecutivo no paraíso da Côté d’Azur. Localizada ao sul da França, a Côté d’Azur é banhada pelo Mar Mediterrâneo e possui uma das mais belas paisagens da Europa. A água do mar é transparente (o que possibilita o mergulho) e quente. Um verdadeiro encanto. Nos próximos dias, visitarei Cannes, Nice e, novamente, Saint Tropez (recanto das celebridades). Depois da França, o objetivo é seguir em direção à Genebra, na Suíça, ou descer um pouco mais a costa sul em direção a Barcelona, na Espanha. Quem decidirá por mim será a empresa aérea low cost Ryanair. É ela a responsável pelos meus itinerários.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Catho cata seu dinheiro!

O poder de difusão patrocinado pela internet é arrasador. Sim, a internet não foi algo inventado de ontem para hoje. Mas, somente, hoje, pude observar o seu poder de difusão, propagação de informações. Algo recente que tem feito parte dos domínios da web é a possibilidade de fazer uma postagem e disseminá-la para diversos canais e sites hospedados na rede. Esse meio morno de comunicação, como dizem os teóricos, tem se tornado, a meu ver, um dos melhores canais de divulgação. Prova são os acessos de diversas partes do mundo registrados no blog.

Na realidade, não venho a público, nesta postagem, para comentar a comodidade patrocinada pela WEB, mas sim para utilizar este MEU espaço/território ON-LINE para disseminar uma reclamação protocolada contra a empresa de Recursos Humanos Catho/S.A em um site extremamente respeitado pelas empresas e pelos indignados de plantão (reclameaqui.com). Mesmo que não haja solução alguma, já que o sentimento de impunidade paira no ar, é preciso denunciar e fazer o "site a site" (uma alusão à expressão "boca-a-boca") inclusive no ambiente virtual.

Segue, abaixo, denúncia protocalada contra a empresa Catho no site www.reclameaqui.com.br .O objetivo é alertar quem ainda não caiu na arapuca: Catho. A empresa tem cinco dias úteis para se manifestar!

Empresa Séria age de boa-fé. Catho age de má-fe!

Sou o mais novo integrante do grupo de pessoas de boa-fé enganados por uma empresa que mascaradamente age de má-fé com seus clientes/consumidores, a partir do momento em que não utilisa procedimentos que alerte o assinante sobre o período ou não de reativação de sua assinatura. Ninguém aqui vive em prol de lembrar a data de vencimento e reativação automática dos serviços prestados por esta lastimável empresa de consultoria. Acredito que no dia-a-dia devemos nos preocupar com coisas mais interessantes e não pela data-limite de assinatura de um serviço JÁ PAGO. Enquanto a empresa utiliza sistemas eletrônicos para cobrar e reativar assinaturas de seus clientes (ironicamente, o mesmo sistema não envia e-mails de alerta ao assinante nas vésperas da data-limite para cancelar a assinatura e evitar uma nova cobrança), o contratante precisa recorrer à memória para evitar o golpe de credibilidade. O "coitado" do contratante do serviço precisa memorizar que em um dia qualquer após 3 meses de contratação do serviço sua "assinatura perpétua" irá novamente ser cobrada/reativada... O fato de não encaminhar e-mails que notifiquem o assinante sobre o procedimento já coloca em xeque a credibilidade desta empresa que realiza, na verdade, uma espécie de assalto em pessoas que nem estão inseridas no mercado de trabalho. O dito popular "A corda sempre arrebenta do lado mais fraco" é uma máxima para representar a relação Catho/Desempregado (Assinante). A conduta adotada pela Catho por meio de suas cláusulas "sombrias" não está em consonância com o perfil daqueles que recorrem ao serviço: Pessoas, às vezes, desesperadas para ser novamente inseridas no competitivo mercado de trabalho. A ação da empresa é, no mínimo, selvagem, tal como é o sistema econômico vigente.

A Catho é uma arapuca: Cadastrou - Caiu. Estou extremamente chateado com esta empresa por dois motivos: por não ter me alertado sobre o período-limite de cancelamento da assinatura (O lucro desta empresa é tão grande realizando tal procedimento que, mesmo recebendo tantas reclamações pelo mesmo motivo, não altera sua forma de agir com o consumidor - Se a empresa realmente estivesse a favor do contratante, sem dúvida, já teria repensado sua postura veladamente trapaceadora)... Quando fui contratar o serviço, tive problemas com o meu cartão e, por isso, utilizei cartão de terceiro que, por sua vez, também, não foi aceito no pagamento. Com isso, foi encaminhado boleto bancário no qual tive que pagar o valor total de uma só vez (mesmo tendo optado pelo parcelamento trimestral - mais uma vez não honraram o que havia sido acordado). E, agora, para minha surpresa, debitaram uma nova assinatura no cartão que havia pedido emprestado. Tive dois sustos em um só dia: Reativação da Assinatura e Cobrança por parte da Titular do Cartão que não contava com o débito de tal valor em sua fatura neste período. A catho, de uma forma desonesta, utilizou sem o meu consentimento, já que não havia autorizado a reativação da assinatura, o cartão de terceiro para fazer uma nova cobrança. A empresa se enconde por trás de um contrato que só ela tem o conhecimento (visto o número de reclamações) para se defender e se colocar perante ao mercado como uma empresa séria. Séria? Procurava vagas de jornalista e professor de línguas e por inúmeras vezes recebi vagas de emprego para Professor de BALÉ E DANÇA?! Brincadeira!!!!

Exijo o estorno do valor cobrado no cartão dessa terceira pessoa sem a minha autorização e , muito menos, a dela... Para, então, realizar o cancelamento definitivo de minha assinatura. A catho tem por obrigação comunicar a Operadora de Cartão de Crédito o cancelamento dessa cobrança. Não sou o titular do cartão e tive autorização para utilizá-lo somente em AGOSTO e não agora, quatro meses depois.

Outra Reclamação que quero realizar está relacionada ao SAC de atendimento desta empresa, que descumpre as novas regras de prestação de serviço estabelecidas por órgãos reguladores:

1º Não possuem canais de atendimento 0800 por telefone;
2º Os períodos em fila para atendimento ultrapassa o prazo de 60 segundos; Aguardei 1'53'' para falar com o atendente;
3º O pedido de cancelamento de um serviço será imediato - Não oferece ao cliente a opção de cancelar o serviço pela URA ou através do contato por telefone (exclusivo pela internet);
4º No caso de reclamação e cancelamento, é proibido transferir a ligação. Todos os atendentes deverão ter atribuição para executar essas funções - Fui transferido para o setor de Cobrança;
5º Ao selecionar a opção de falar com o atendente, o consumidor não poderá ter sua ligação finalizada sem que o contato seja concluído - A colaboradora de nome Marcela só me retirou do MUTE após prestar uma informação, depois que a alertei que caso ela finalizasse a ligação sem o meu consentimento estaria infringindo uma das novas regras estabelecidas para as empresas que prestam atendimento por telefone a seus clientes;
6º O consumidor pode solicitar acesso ao conteúdo da gravação e ao histórico de atendimento - Solicitei a gravação para a consultora e ela disse que a empresa não realiza tal procedimento. Disse que as ligações pertencem à Catho para uso interno;

Protocolarei reclamação contra a Catho pelo atendimento prestado ao consumidor (telefone) e pela sua ação "fraudulenta" ao ter utilizado cartão de terceiros (sem minha autorização) para o débito de uma novo plano trimestral de assinatura.

Oriento os demais a protocolarem reclamações contra o SAC da Catho para que a empresa seja, também, penalizada pela não observância das novas leis que regem o serviço de Call Center no Brasil, em vigor desde dezembro de 2008.

Atenciosamente,

Ailton Sobrinho

http://www.reclameaqui.com.br/442986/catho-online-s-c-ltda/empresa-seria-age-de-boa-fe-catho-age-de-ma-fe/

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Burocracia e Má-vontade: legados do Serviço Público

De semelhante somente a razão social: Universidade. As diferenças entre UFG (Brasil) e ULG (Bélgica) são gritantes, a começar pela infra-estrutura de ambas e pelo espírito de serviço dos responsáveis em zelar pelo nome da instituição (refiro-me a corpo técnico e docente).

Muito mais que ter estantes abarrotadas de livros em bibliotecas é preciso se modernizar. Para isso, é fundamental que uma Universidade tenha hospedado em seu servidor arquivos digitalizados de obras, sejam elas teóricas ou literárias, com livre acesso aos interessados em aprimorar o conhecimento através da pesquisa e da leitura. As chamadas bibliotecas virtuais é uma realidade para poucas instituições de ensino. Muitas, além de não optarem pelo desenvolvimento de tal ferramenta, nem possuem sinal aberto wi-fi no espaço da Universidade. E na existência do sinal o acesso é restrito a determinados grupos.

Episódio I
- Poderia me fornecer o login de acesso da rede wi-fi deste espaço da Universidade?
- Você é aluno bolsita?
- Aluno, sim. Bolsista, não! Algum problema?
- Sinto muito, mas a rede é liberada somente para professores e alunos bolsistas! (episódio ocorrido semana passada em uma unidade de Ensino e "pesquisa" da UFG)

Como lidar com a falta de boa vontade do próximo?! Principalmente, quando o "próximo" trata-se de um servidor público?! Uma das coisas que me chamava a atenção no período de estudos na Universidade de Liège era a prestatividade do pessoal técnico. Lá, o lema da instituição parecia ser: A votre disposition! A pró-atividade dos funcionários e o desejo de resolver a solicitação requerida de uma forma quase instantânea era impressionante. O atendimento presencial era sempre o mais importante a ponto da pessoa parar o que estava fazendo para ouvir e, em seguida, executar. O famoso "volte amanhã" não era regra là-bas. Era uma exceção!

Episódio II
- Bonjour Madame! Est-ce que vous avez déjà envoyé mon Réleve de Notes au Brésil?
- Oui, je l'ai envoyé le 14 septembre! Vérifiez avec votre Coordenatrice si elle a bien reçu ton bulletin!
- Ok. Bien à vous! (breve trecho do e-mail encaminhado na última semana para a Coordenação de Jornalismo da Universidade de Liège)
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Episódio II - Parte II
- Retornei em agosto e o meu processo de aproveitamento das disciplinas cursadas no exterior ainda está parado. Poderia me informar o motivo?
- Não recebemos o seu boletim!
- Sério? Mas a informação que tenho é a de que ele foi enviado há quase 1 mês?! Poderia verificar novamente o meu processo?
-Ah, sim, aqui está o boletim! Mas só poderei dar andamento no processo semana que vem.
(O semestre passa e a Universidade continua se inspirando nos prazos estabelecidos pelas companhias telefônicas: 5 dias úteis, senhor!)
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É preciso saber trabalhar com a burocracia e não fazer dela o principal foco de trabalho. Em 2006, terminei o curso de Licenciatura em Letras e em dezembro do mesmo ano solicitei a expedição do diploma. O documento só ficou pronto em junho de 2008. Foram apenas 1 ano e 6 meses de espera.
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Ainda em Liège tive que defender "minha" Universidade ao ser indagado porque as respostas vindas da UFG demoravam tanto para chegar na Bélgica. Sem argumentos, após ser questionado pela segunda vez sobre o assunto, vi-me obrigado a sorrir e reponder em tom de brincadeira: talvez, seja devido a distância entre os dois países...
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O que mais me inquieta não é saber que todas as vezes que solicitar algo por aqui terei que aguardar, no mínimo, uma semana, mas saber que, em se tratando de serviço público, independente de qual seja o órgão a demora será garantida!

P.S.: Texto escrito em tom de desabafo!

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Paris... Ah, Paris!!!

Em frente ao Museu do Louvre / Paris

Em um ano de vivência (estudo e turismo) na Europa, conheci 14 países e quase uma centena de cidades. Cada viagem me reservou momentos fantásticos e experiências incríveis. Tenho, realmente, muitas estórias para contar e milhares de fotos para revelar. A minha última aventura não poderia ter tido destinação melhor: Paris. A cidade das luzes me acolheu de 10 a 13 de agosto e pude encerrar lá, na cidade mais bela do mundo, o meu ciclo de viagens. Somente em Paris, me dei conta de que começava a dizer Au Revoir para o meu período de séjour na Europa.
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Paris é uma cidade única que encanta os turistas mesmo não conseguindo esconder problemas comuns aos grandes centros urbanos, como a pobreza de imigrantes e as drogas. As luzes da cidade são capazes de ofuscar tais problemas e dar aos turistas a impressão de que a cidade é mágica. E, de fato, ela é. Sua magia vai além dos grandes jardins e monumentos. Vai além das belas praças e pequenos vilarejos anexados ao território da grande capital. A magia da cidade está na língua falada pelos franceses. O francês é mágico. Qualquer outra língua pode ser confundida, exceto o francês. O som, a entonação, as expressões são únicas assim como a França, como Paris.
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Não há, acredito, quem visite Paris e fale mal. Fechei o meu último passeio pela Europa com chave de ouro. Subir as escadas da Torre Eiffel, andar pelas pequenas ruas de Montmartre, visitar os jardim de Tuileries e o Palácio de Versailles, andar à toa pela avenida Champs-Élysées e às margens do Rio Sena, visitar o museu do Louvre e tantos outros espalhados pela cidade, respirar o ar parisiense e adentrar ou, ao menos, contemplar as igrejas de Notre-Dame e do Sacre Coeur são programas que devem ser levados à risca ao visitar a mais bela e encantadora cidade do mundo. A beleza inerente de Paris é, sem dúvida, um convite ao retorno.
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Bastidores - A viagem a Paris me rendeu, pela primera vez, algumas vantagens. Na visita a museus e ao Château de Versailles, estudantes europeus, que tenham nacionalidade européia, não pagam o bilhete de entrada. Com a minha Carteira de Identidade Belga em mãos, pude adentrar os lugares sem dispender um só centavo de Euros. A sensação de me sentir europeu foi ótima! (risos)
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Dicas - Os metrôs de Paris são eficientes, mas é preciso tomar cuidado com batedores de carteiras. Não existe a venda de bilhetes diários, como em Londres. As passagens custam em torno de € 1,50;
- Para ir ao Château de Versailles, desembarque na Estação Montparnasse e lá pegue um outro até a Estação de Versailles-Rive Gauche. O valor do bilhete é de € 2,90;
- No primeiro domingo do mês, a entrada é gratuita na maioria dos museus de Paris. Para evitar filas na compra do bilhete do museu do Louvre, dirija-se à parte do museu onde estão os acervos culturais e históricos da América Latina. A bilheteria localizada nesta área do museu está sempre vazia. (atravesse a Avenida que corta a entrada princial do louvre – pirâmides – e siga à esquerda);

Viagem: 10/08/2009 a 13/08/2009
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sábado, 26 de setembro de 2009

Toujours là!

Salut, Brésil!

Caríssimos visitantes, este blog, apesar da inconstância das atualizações, continua tendo alguém responsável por ele. Retornar ao país de origem é um processo semelhante ao de repatriação. A correria é inevitável. Além de estar lidando com problemas de ordem cidadã (prefiro assim classificá-los), estou passando por um momento crucial vivenciado por todo universitário: completamente direcionado (durante os dias) e debruçado (durante a noite) à redação do trabalho monográfico, cujo tema será voltado às aréas do jornalismo e da literatura... Na medida do possível, tentarei retomar as postagens semanais do blog. Afinal, escrever aqui é quase um exercício mental. É prazeroso!
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Delícia de Sabor!

Souris de labo - © George Steinmetz/Corbis
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Esteja na Itália ou não, uma pizzaria sempre estará à vista. O prato tipicamente italiano se rendeu aos cardápios do mundo inteiro. A quantidade de sabores é proporcional ao número de redes e lojas que comercializam o "produto". Uma das maiores redes do mundo, a Pizza Hut, foi alvo de um escândalo no último mês de maio, mas somente agora o acontecimento chegou a conhecimento público.
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Mesmo tendo retornado ao Brasil, continuo acompanhando as notícias do Jornal mais importante de língua francesa na Bélgica, o Le Soir. Ao ler algumas notícias on-line da edição do periódico desta terça-feira, perdi, em pleno horário de almoço, a fome que já começava a me incomodar. Intitulada "Pizza à la souris morte", a notícia informava o fechamento de uma loja da rede de Pizzaria Hut, localizada em Paris, depois que uma pizza foi servida a um consumidor com um ingrediente nada desejável.

Qual a relação entre ratos e pizza? Nenhuma! Mas para uma loja da Pizza Hut da capital francesa um rato tornou-se o principal ingrediente de um pedido feito por um esfomeado consumidor. Ao começar a se servir, o ex-apreciador de Pizzas, verificou que havia um rato morto sobre o recheio. Será que a pizza era de queijo?! Imagino que o rato tenha retomado vida após os gritos de pânico de quem presenciou a cena.

Uma notícia como esta pode ser encarada com ceticismo pelos admiradores do Primeiro Mundo, mas não por quem conhece os bastidores de uma Europa que possui problemas tão semelhantes àqueles que podem ser, também, encontrados por aqui. As preocupações relacionadas, por exemplo, às más condições de higiene em bares e restaurantes é uma constante vivenciada por quem conhece a fundo o Velho Continente. É necessário viver um pouco da realidade européia para constatar que, às vezes, nem tudo aquilo que "reluz é ouro".

Notícia publicada pelo Jornal Le Soir, da Bélgica:
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Pizza à la souris morte : un Pizza Hut fermé à Paris

Un magasin parisien de la chaîne internationale Pizza Hut, dont un client avait trouvé une souris morte sur sa pizza en mai dernier, a été fermé lundi par les autorités pour des problèmes d’hygiène persistants, a-t-on appris mardi de sources concordantes. Un inspecteur des services vétérinaires s’est rendu vendredi de façon impromptue dans le restaurant et a constaté « la très forte présence de souris », d’après le délégué, qui évoque encore une grande tension entre les salariés et les managers. (Le Soir - Le 01\o9\09)
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sábado, 29 de agosto de 2009

O Retorno

Eu e minhas pupilas - Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia (16/08/09)

"Eu ainda me sinto um estrangeiro na Pátria!"

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Fuso Horário - Alguns dias já se passaram, desde o meu retorno, e, aos poucos, estou retomando algumas atividades e dando início a outras. Por enquanto, não me adaptei ao confuso fuso horário e, às vezes, me pego cochilando às 8 da noite. Ir dormir cedo tem uma vantagem: não preciso mais programar o despertador. Às 7 da manhã, já estou de pé. Às vezes, até antes. Me vejo ainda preso à rotina na Bélgica. A prova é que ainda não ajustei os horários do meu celular e computador. Ontem, uma pessoa me perguntou quantas horas, e eu disse: "11 da noite, senhor!" Não percebi que havia fornecido o horário da Bélgica e nem ele, de imediato, se atentou ao que ouvira. Segundos depois, após olhar para o céu e ver o dia ainda claro, o senhor voltou a falar comigo e retrucou: - "11 da noite?" Tive que rapidamente subtrair mentalmente 5 horas do horário que havia dito e retificar a informação gratuita que acabara de passar;

Padaria - Pão de queijo, biscoito de queijo, broa, rocambole? Sim, tudo isso é muito gostoso. No entanto, depois de ter experimentado as delícias vendidas nas 'viennoiseries' belgas durante um ano, tenho tido dificuldade para me readaptar aos gostos do café da manhã goiano. Pães ao chocolate, Croissants e Gauffres, delícias que compõem às mesas durante o petit déjeuner na Bélgica, fazem muita falta ao meu estômago e paladar;

Televisão - 12 meses sem assistir TV. Ou melhor, 12 meses e duas semanas. Felizmente, não tenho me rendido às 'tentações' de sentar-me em frente a TV e deixar ser hipnotizado pelas atrações do Meio de Comunicação Frio*, representado pela Televisão. A internet tem sido o meu principal meio de informação. É impressionante como nada mudou na TV brasileira! Apresentadores de telejornais continuam os mesmos, a grade de programação continua a mesma, até o BG do programa do Luciano Huck continua o MESMO... Prefiro o morno (internet) ao frio (TV);

Trânsito - Quando criança, queria ser motorista de ônibus. Talvez isso explique o motivo pelo qual brinquei de carrinho até os 12 anos de idade. Os anos se passaram, cresci, os ônibus de brinquedo viraram carcaças, mas a fascinação pelos modelos e marcas continuam me fascinando na mesma medida que admiro os aviões. A vontade de tornar-me motorista, felizmente, não faz mais parte dos meus objetivos profissionais, mas conservo a paixão por dirigir. Depois de um ano sem saber o que é trocar marcha e pisar o pé no acelarador, retornei às pistas de Goiânia e, praticamente, tenho passado a semana inteira no volante. Não é atoa que meu nome é Ailton, uma adaptação ao nome do saudoso campeão das pistas de corrida, Ayrton Senna... E, assim, aos poucos vou me rendendo à nova rotina e me readaptando às coisas antes adaptadas.

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"Que o tempo passe rápido para que o futuro chegue depressa!"

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Na próxima postagem, os detalhes de PARIS!
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Centro Europeu

No CENTRO da "Heroe's Square", em Budapeste
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É preferível esquecer um pouco que estou de retorno ao Brasil e continuar falando sobre minhas últimas aventuras na Europa. Psicologicamente, este é um exercício agradável, principalmente, para quem, como eu, lamenta durante as 24 horas do dia do fato de ter retornado. Minhas últimas semanas na Europa, que coincidiram com o período de férias e término das atividades vinculadas ao estudo na universidade, não poderiam ter sido melhores: Viagens.
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O número de viagens feitas nas últimas semanas me rendeu alguns souvenirs um tanto quanto inusitados: calos nos pés. Ao final da viagem à Europa Central, momento em que visitei três países em 6 dias (República Tcheca, Hungria e Eslováquia), já estava pedindo arrego. O cansaço era aparente e nem mesmo as atrações das cidades me atraiam mais. Era o momento de voltar para o meu sossego na Bélgica (Liège) e começar, de lá mesmo, a me despedir da Europa.
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As últimas viagens tiveram um clima nostálgico. O meu inconsciente já começava a dizer "Au Revoir" para os lugares, para as aventuras. A data de retorno já estava próxima e a vontade que tinha era a de parar o relógio. Mas, quanto mais lento desejava que o tempo passasse, mais rápido os ponteiros deslocavam. Era o 15 de agosto que se aproximava.
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No Centro da Europa - Antes de tudo, uma aula de geografia. República Tcheca, Polônia, Hungria, Eslováquia e Áustria não fazem parte do "leste europeu", como costumam dizer em sites de dicas de viagens das comunidades de relacionamento na internet, a exemplo do Orkut. Esses países estão, na verdade, bem no centro da Europa. Se quiser ir à leste, embarque rumo a Romênia e a outros países situados um pouco mais a direita do mapa-mundi.
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De retorno do Sul da França, a intenção era embarcar no mesmo dia rumo a Praga. No entanto, com ou sem praga, acabei perdendo o voo e tive que remarca-lo para o dia seguinte. Resultado: tive que desembolsar 50 euros para poder seguir viagem no dia posterior (as companhias low cost não perdoam mesmo no valor cobrado pelas taxas); Em 6 dias, visitei três capitais européias: Praga, Budapeste e Bratislava. Com um dia a menos, não tive tempo suficiente para conhecer a bela e encantadora cidade de Viena, capital da Áustria.
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Em comum, os países do centro têm as marcas de um regime comunista recente. Ao mesmo tempo, simbolizam a rendição total dos países europeus ao sistema capitalista. Em Praga e Budapeste, é possível encontrar parques e museus dedicados à história do comunismo. Ao visitar esses lugares, não fique assustado se encontrar lojas do MC Donald's dividindo o mesmo espaço. É o ecumenismo econômico...
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As arquiteturas das cidades são diversificadas se comparadas a outras capitais européias. O novo é clássico e o antigo é moderno. Em Praga, faz parte do tour a exploração arquitetônica da capital, tamanha sua riqueza e importância. Também é lá que está localizado uns dos maiores castelos da Europa, o Prague Castle, o museu dedicado ao grande escritor tcheco, Franz Kafka, e a pobre e pequena réplica da Torre Eiffel. Se, em Paris, a Torre Eiffel representa a potência da França perante as demais nações, a sua raquítica réplica em Praga, na República Tcheca, representa o início do desenvolvimento de um país, que, apesar de estar na tão sonhada europa, tem índices de pobreza semelhantes aos encontrados no Brasil.
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Agora, visitar Budapeste é o mesmo que ir ao supermercado e encontrar uma promoção da espécie leve 2 e pague 1. A cidade que, no passado, era dividida em Buda e Peste possui um clima romântico comparado a Veneza e Paris. Observar a capital do alto do Castelo de Buda, às margens do Danúbio, e aguardar o pôr-do-sol é um convite para um espetáculo gratuito da natureza. Se do lado Buda, o forte é o castelo, do lado Peste as maiores atrações são as termas medicinais e a Praça dos Heróis. Reservar um dia inteiro para visitar cada um dos lados da capital Húngara é o suficiente para sentir o que de melhor a Hungria tem para oferecer.
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Desculpem-me os apaixonados pelo turismo goiano, mas a capital da Eslováquia é tão sem atrativos quanto a capital goiana. A diferença é que lá existem alguns palácios e castelos. Existem, mas estão fechados para a visitação pública (reforma). Caminhar pelo centro histórico da cidade durante um período do dia já é o suficiente para dizer que Bratislava foi inteiramente visitada. O que se vê em Bratislava, vê-se em qualquer cidade européia. A capital não está preparada para o recebimento de turistas e conseguir informações é um "Deus nos acuda".
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Informações Úteis:
- As capitais do centro Europeu são próximas umas das outras. Para se deslocar de uma a outra, é interessante fazer o trajeto de ônibus. Existem duas companhias low cost na região que oferecem serviços de qualidade. As empresas são OrangeWays e StudentAgency. É preciso reservar as passagens com antecedência. Os ônibus são novos e contam com serviço de bordo;
- O aeroporto de Bratislava, operado pela Companhia Ryanair, fica na própria capital da Eslováquia e não na cidade de Viena, como pode ser interpretado no site da companhia;
- A moeda da Eslováquia é o Euro. Na República Tcheca é a Coroa e na Hungria é o Forint. As duas últimas possuem valores enormes e são moedas difíceis de lidar pelo número de zeros que possuem;
- Não dê uma de Joãozinho sem braço ao andar no transporte público de Praga e Budapeste. Os fiscais são muitos e estão para todo lado. Nunca esqueça de autenticar o ticket antes de embarcar em ônibus e metrôs. As multas são salgadas e, ainda que seja turista, os fiscais não perdoam;
Viagem: 27/07/2009 a 01/08/2009
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Le Dernier Post

"Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi", trecho da música Emoções, de Roberto Carlos.

É chegada a hora de fazer o trajeto de volta ao Brasil. Apreensão, medo, saudade, expectativa, tristeza, alegria e a certeza de que o Ailton que em breve desembarcará em Goiânia não se trata do mesmo Ailton que há 11 meses e três semanas deixou o país para vir estudar no exterior. Depois de uma experiência enriquecedora, como a que tive oportunidade de viver, graças à generosidade de minha mãe, a quem devo um MERCI BEAUCOUP por toda a minha vida, é impossível que eu me considere a mesma pessoa.

Além de retornar com excesso de peso (engordei 8 kilos em quase um ano – motivos: chocolates, cerveja e batata-frita) e com excesso de bagagem (reduzir em duas malas de 32 kilos tudo o que foi adquirido durante um ano não é nada fácil), retorno com o sentimento de missão cumprida e com planos futuros que, sem dúvida, me trarão de volta ao velho continente.

É chegada a Hora do Desembarque... Momento de arregaçar as mangas e seguir adiante! Partida da Bélgica: 19h - hora local ( 14h / horário de Brasília) – Chegada: 10 horas – hora local (15 horas, horário da Bélgica);

P.S.: Sem tempo para escrever, em virtude das viagens que fiz nas últimas semanas, minhas postagens ficaram em atraso. Postarei nas próximas semanas minhas impressões sobre a Europa Central (República Tcheca, Hungria e Eslováquia) e sobre a grande PARIS. O título do blog "Salut, Brésil" permanecerá, apesar do meu retorno.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ah... O Sul da França - Côte d'Azur

À beira do Mediterrâneo - Praia de Saint-Maxime (Côte d'azur française)

A Europa sempre esteve associada ao tempo frio, ao inverno. Talvez, isso explique o porquê fiquei espantado ao sentir a chegada do calor durante o verão aqui no hemisfério norte. O hábito de vestir diariamente duas, três blusas de frio foi rapidamente substituído. Camisetas e shorts tiveram que ser resgatados do fundo do guarda-roupa. Afinal, aguentar temperaturas de 35 graus de gorro e cachecol não faz parte da natureza humana. O sol realmente resolveu liberar seus raios. É até estranho assistir os programas de previsão do tempo é ver índices de 30, 38 graus previstos para algumas regiões daqui.

Graças ao calor, tive oportunidade de ir conhecer um dos cantos mais bonitos do mundo: a Costa Azul do Sul da França, banhada pelo Mar Mediterrâneo... e, porque não dizer também, mais 'chiques' do mundo, como a cidade de Saint-Tropez, vilarejo turístico visitado por centenas de celebridades internacionais. A viagem de sete dias não podia ter sido melhor. Valeu a pena substituir uma categoria de turismo que vinha fazendo há meses, a de turismo desbravador, para me lançar a um programa que, até então, acreditava ser tipicamente brasileiro: juntar as traias e ir em direção ao mar.
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Visitar o sul da França me rendeu, também, uma outra visão do que representa um país de primeiro mundo. França não é somente Paris, modernidade e glamour. Um dos pilares de sua economia é a agricultura. Em alguns momentos, durante a viagem, pensei que estivesse percorrendo rodovias do interior goiano. O número de propriedades rurais e pequenas vilas encontradas pelo percurso me revelou um país extremamente simples e "ricamente" encantador.
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Autoroute du Soleil - Depois de viajar mais de 1.200 kilômetros, desembarquei na cidade de Saint-Aygulf, no sul da França. A viagem foi extremamente cansativa em razão do calor e da grande quantidade de engarrafamento encontrado durante todo o percurso feito pela "Autorote du Soleil", como é chamada a Rodovia do Sol, que leva os turistas em direção à Costa Azul Francesa.

Sacrifício que vale a pena. Desafiar a rodovia do sol é como seguir as linhas de um arco-íris na expectativa de encontrar um pote de ouro. A diferença é que a destinação da Autoroute realmente oferece a quem se arrisca a passar por ela uma recompensa que não há dinheiro no mundo que pague. A riqueza natural da região, a simplicidade de cada vilarejo, o canto da cigarra, o calor intenso, as rajadas de vento e as belíssimas praias são apenas algumas descrições resumidas daquilo que meus olhos viram e meus ouvidos escutaram. Um dia espero retornar ao mesmo local e reviver os momentos de 'bonheur' e descanso que a Côte d'Azur me proporcionou.

Para constar - Listarei alguns locais imperdíveis a serem visitados no Sul da França. Incrivelmente, são os locais que tive a felicidade de conhecer: Fréjus, Saint-Raphaël, Saint-Aygulf, Roquebrune-sur-Argens, Saint-Jean, Sainte-Maxime, Port Grimaud, Gassin, Ramatuelle, L'escalet, Saint-Tropez e Saint-Michel;
Viagem: 17/07/2009 a 25/07/2009
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Comunicado de Férias

O blogueiro que vos escreve informa aos milhares de vistantes do blog que, possivelmente, durante as duas próximas semanas, as atualizações não serão constantes como d'habitude. Aqui, na Europa, o verão está intenso e isso significa VACANCES. Embarco, na tarde de hoje, caros leitores, em direção à costa azul no sul da frança. Em seguida, partirei rumo a outros quatro países localizados na Europa Central: República Tcheca, Áustria, Hungria e Eslováquia. Toda a aventura será feita no período de duas semanas. Enquanto não houver novas atualizações, não deixe de visitar o blog e reler postagens anteriores.
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A très bientôt!!!
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Londres - o título da postagem dispensa complementos;

Abraçando a capital londrina - Londres 01-04/07/2009

Depois de conhecer a Irlanda e aventurar em terras Escocesas, foi a vez de desembarcar em Manchester, na Inglaterra, e percorrer o caminho em direção a Londres. A curiosidade era saber se a capital londrina é realmente tudo aquilo que dizem sobre ela. Apesar do pouquíssimo tempo que fiquei em Londres (apenas três dias), reforçarei o coro daqueles que afirmam que a cidade é mágica. "Londres é mesmo o máximo", confirmo.

À medida que o tempo passa e o momento de retornar ao Brasil se aproxima, tenho me tornado ainda mais apegado aos 'affaires' europeus, no sentido de permitir que cada cidade que visito tenha um significado ainda mais especial. Passei as duas últimas semanas (período pós-Londres) com uma vontade imensurável de me mudar para a capital inglesa e morar por lá durante alguns meses. O mesmo sentimento foi constatado depois da viagem à Roma. O retorno do sintoma faz com que eu acredite ser portador de uma síndrome a qual resolvi batizar de "Síndrome da vontade de habitar capitais européias pós-experiências turísticas". O nome é tão extenso que dispensa qualquer tipo de explicação sobre os sintomas vividos pelos portadores... Nas próximas semanas, visitarei Praga, Viena, Budapeste, Bratislava e Paris. Espero poder controlar a síndrome ao passar por essas capitais.
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A experiência londrina foi tão rápida e profunda que eu teria me contentado em visitar a cidade e ter visto apenas algumas das dezenas de seus cartões-postais, como o Big Ben e a London Eye. Londres é tão grande que é impossível fazer o tour pela cidade a pé. Aliado ao fato da cidade ser imensa, tinha um inimigo bastante recorrente nas viagens que faço: o tempo. Para conseguir conhecer ao menos algumas das mais importantes atrações, tive que recorrer ao Day Travel Card, um passe que permite a utilização do serviço de metrô de Londres durante o dia todo. As inúmeras subidas e descidas de escadas das estações de metrô, os chamados "underground", me revelaram uma Londres subterrânea, uma outra cidade edificada sob ruas estreitas e movimentadas.

Impressões - Ao contrário do que imaginava, os ingleses são educados e muito prestativos. Não tive problemas para conseguir informações e, todas as vezes que precisava conseguí-las, não foi difícil arrancá-las das pessoas, ainda que eu não tenha encontrado NENHUM posto de informação turística na cidade (um absurdo para uma capital do porte de Londres, que recebe um grande número de visitantes).

Em relação à cidade, Londres se assemelha a Londres. A cidade não recorda nenhuma outra. É única! O Reino Unido não existiria sem ela. A capital inglesa, conhecida mundialmente pela pontualidade, apesar dos atrasos que pude testemunhar na espera de metrôs e ônibus, atrai e encanta. Nem mesmo a agitação típica de grandes centros urbanos consegue tirar o brilho londrino encontrado em qualquer quarteirão da cidade, seja na Oxford ou Piccadily Street, na London Eye, na House of Parlament, no Big Ben, na Tower Bridge, no City Hall, na Tower of London, no Buckingham Palace, no Royal Observatory Greenwich, no Madame Tussauds e demais museus espalhados pelos cantos da cidade, onde habita Elisabeth.
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See you soon, London!
Viagem: 01/07/2009 a 04/07/2009
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

'Standing’ flights












Modelo de 'poltrona' a ser adotado pela Companhia Ryanair ***************************************************************************** Boeing 737-800 - Aeroporto de Charleroi / Bélgica

A maior companhia aérea Low Cost da Europa, Ryanair, voltou a me surpreender ao divulgar em sua página da internet a notícia de que, em breve, fará uma pesquisa de opinião junto aos usuários para saber se estes são ou não favoráveis a pagar um valor ainda mais baixo pelas passagens. Até aí, nenhum problema! Afinal, quem não gosta de um desconto, de uma pechincha. O fato é que a empresa pretende instalar uma espécie de encosto vertical em suas aeronaves para permitir que passageiros possam viajar em pé e, assim, pagarem apenas 50 % do valor total do bilhete.

A companhia justificou sua intenção afirmando que empresas de ônibus e trens comercializam grande número de passagens e, por isso, permitem que passageiros façam todo o trajeto em pé. Ainda não se sabe ao certo se a empresa adotará tal medida, já que, primeiro, ela fará uma enquete junto aos passageiros para saber qual a opinião destes sobre a nova opção de viagem pela companhia. Independente de qual seja o gosto do público e da opinião dos órgãos reguladores da aviação civil na Europa o certo é que, pela segunda vez, em menos de 3 meses, a companhia atrai para si a atenção da opinião pública e consolida seu marketing. Marketing espontâneo que é lançado aos consumidores justamente durante o verão europeu, período em que milhares de pessoas estão nas chamadas "vacances" e aproveitam o tempo de férias para viajar.

Sem dúvida alguma a proposta da empresa é bastante inusitada. Por inúmeras vezes, em viagens que fiz a Itália, Irlanda, Portugal, Polônia, Escócia e Inglaterra, optei pela Ryanair para economizar no orçamento e poder gastar o dinheiro que seria destinado à compra de passagens aéreas durante o turismo nas cidades visitadas. Algumas passagens, acrescidas de taxas de cartão de crédito, chegaram ao valor de míseros 12 euros. Valor extramente baixo se comparado ao de outras empresas, sejam aéreas ou não.

Não sou contrário à intenção da companhia e gostaria muito de estar ainda na Europa para desfrutar de uma viagem aérea feita 'em pé'. Se sentado o pouso e a decolagem já são emocionantes, imagino qual deve ser a sensação de passar pelos dois momentos do voo estando em pé no avião... E você, caro leitor, pagaria mais barato para fazer um itinerário aéreo nas novas poltronas dos boeing´s da Ryanair?
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